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Pensando alto

Por Asmayr

 

1. Já tem um tempo que me preocupo com as redes sociais(?). Seu caráter privado e sua vulnerabilidade em termos de segurança social - no sentido mais amplo - exigem uma reflexão mais profunda. Do adolescente orkut para o midiatico facebook a diferença é nenhuma (ou talvez a diferença seja o dono do cão: Microsoft ou Google). De qualquer forma,não é pouco dinheiro que é gerado nestes espaços);
2. Não faz muito tempo o fundador do WikiLeaks tinha dito que o esquema das redes sociais(?) era a maior barbada pros serviços de inteligência dos EUA. http://blogs.estadao.com.br/link/assange-facebook-e-maquina-de-espionagem/ A facilidade em obter outros dados dos usuários já é uma prática corriqueira nos EUA, sem demandar mandados ou processos mais burocráticos. Os controles políticos em nome de valores como "democracia"ou "guerra ao terror" autorizam o vale tudo de sempre do grande Império (não se esqueçam que os servidores com todos os dados estão em poder deles;
3. Agora, saiu mais um caso que comprova isto: http://blogs.estadao.com.br/link/facebook-remove-perfis-de-ativistas/ O facebook suprimiu perfis indesejáveis (de forma análoga aos bloqueios da Amazon, Google, Instituições Bancárias e outros no caso mais efervescente da guerra contra o WikiLeaks);
4. Pra fechar com chave de ouro, dizem e juram de pé junto que Osama está morto e todo o processo está revestido dos mais excelsos valores da democracia (torturas em Guantânamo, invasões no Afeganistão, Iraque e Paquistão, uso de força bruta, subornos infindáveis, mentiras e correções de depoimentos sobre o ocorrido quase que diários e tantos outros expedientes que asseguram a paz mundial. Qualquer dia uma ONG destas puxa a passeata pela paz (pode levar sua arma que teremos salva de tiros ao final!);

 

Moral da história: fico achando que preciso comprar um caderno comum e começar a escrever as minhas memórias, como fez o personagem de George Orwell em 1984. Está difícil manter a perspectiva da história numa época que a mídia encarrega-se de avalizar o que vale e colocar no ostracismo o que não lhe interessa. Não existe mais história, só espetáculo. O humano é só um detalhe que emperra o movimento do progresso!
Feroz!